sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Meus 17 Anos...

Talvez esteja ficando mais velho, ou o mundo já esteja diferente. Mas sinto que chega uma etapa em nossa vidas que começamos a pensar: "Pô quanto tempo já passou..." E é nesta hora que sentimos vontade de voltar atrás e fazer tudo que não fizemos e gostaríamos de fazer, ou quem sabe, desfazer algo que não deveria ter acontecido, ou que pelo menos poderia ser evitado. É assim que me sinto, como se de repente, algo estivesse faltando... Estou agora começando a ter visões diferentes sobre as coisas. Vejo que nem tudo parece ser aquilo que realmente é. Sinto e reconheço que muito julguei que as coisas parecessem fáceis.
Aprendi que não posso ter tudo aquilo que eu quero, bom como eu sei que não quero ter tudo. Sinto necessidade apenas do que é essencial e pareço ser estranho perante o mundo por querer tão pouco ou por pensar tão baixo.
Mas não ligo, não me importo, não preciso ser igual a todo mundo para poder viver. Quero pelo menos um dia também poder dizer: "Eu consegui". Na verdade sinto que tudo pode estar a meu favor, bem como tudo pode estar contra mim.
Acredito que temos a capacidade incrível de mudar nosso destino, muitas das vezes nem nos damos conta disso. Acho que preciso ver o lado bom das coisas, no que eu faço, no que eu vivo e principalmente no que eu sinto.
Viver seria mesmo uma arte? Viver seria realmente uma benção? Ou quem sabe uma maldição? E a vida seria mesmo uma droga se eu começasse a ver as coisas de outra forma?
No fundo procuro mesmo a felicidade plena, e não aquela vivida de forma superficial...

domingo, 28 de dezembro de 2008

Medo do Futuro...

Sei que nem todas as coisas são como nós gostaríamos que fossem. Nada nem ninguém está em seu devido lugar. Na verdade, muita gente não sabe a que veio ao mundo, nem eu mesmo, não compreendo ainda o motivo de minha existência. Acredito que não sou o único, acredito que vim para fazer alguma coisa nesta Terra, independente de ser últil ou não.
Porque será essa insatisfação? Por que essa sensação de que está me faltando alguma coisa? No fundo eu compreenderia isso, se tivesse a oportunidade de mostrar do que sou capaz. Sei que não sou mais do que posso ser, isso eu aprendi. Ninguém pode ser mais do que aquilo que realmente é.
Busco em certas situações de meu cotidiano, motivos para estar verdadeiramente feliz: tenho saúde, um lugar pra morar, uma família que apesar de ser meio maluca, é minha família e eu os amo, e sei que tenho o apoio deles. Tenho 16 anos, e sei que ainda há muito a ser vivido. Talvez o meu medo do futuro é o que ainda me mantenha aprisionado a este mundo. Medo do que esteja reservado pra mim, medo do que esteja escrito no meu livro da vida, ou talvez medo de autor deste livro, não querer mais continuar esta história e dar um ponto final nela, sem nem mesmo ter terminado o parágrafo.
Talvez o meu medo de viver intensamente é o que ainda me mantém "fechado" para o mundo. Até o momento em que encontre algo que me liberte. Eu tive o bastante disso, mas eu não me importo...

"Muitas das grandes realizações do mundo foram feitas por homens cansados e desanimados que apesar disso, continuaram trabalhando."

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Como vejo o mundo... por mim mesmo...


O mundo tá tão diferente. Não sabemos mais em quem confiar. Talvez nem nós confiamos em nós mesmos, em nossa capacidade de poder fazer alguma coisa. As pessoas dizem que o mundo vai melhorar, eu também acho. Por que não? Todo mundo tem o direito de esperar do mundo um lugar melhor, mais humano e mais digno.
Nossa geração está marcada pelo sinal indelével de nossa "capacidade humana". Vejam o quanto a nossa espécie evoluiu intelectualmente, mas certas coisas não mudaram ainda e estão sempre presentes nas estórias dos livros de histórias. De certa forma não evoluímos por inteiro, pois ainda conservamos costumes e hábitos grotescamente primitivos. Basicamente são: aquela antiga ganância, um querendo ser melhor do que o outro, sede de poder e de bens materiais dos quais todo o mundo está doente. Sim, estamos doentes por um mal insano: esta porcaria que ousadas pessoas ainda têm coragem de chamar de "sociedade", enquanto que o conceito para esta nossa civilização deveria ser totalmente contrário.
John Lennon dizia que não era o único a acreditar num mundo melhor. É, talvez ele não fosse mesmo, talvez ele fosse só mais um. Todos somos, apenas mais um. Acho que um dia as futuras gerações teram vergonha de certas atitudes nossas, vergonha maior terão em dizer que nós, fomos seus antepassados, seus aborígenes. Acredito que nossa estupidez chegou a tal ponto que nem mesmo nós aguentamos. O inferno deixou de ser temido há muito tempo, porque o inferno é aqui, agora. E o céu, a Terra Prometida? Onde estão? Acho que já não mais existem. Talvez outro ser nos diga que ela ainda está por aí, mas para tê-la, nós devemos merecê-la.
No fundo mesmo o que todos querem é passar bem, sem se importar com os demais, a não ser consigo mesmo. Nem sempre "todo mundo tem aquilo que merece", sendo que na maioria das vezes sim. Tem gente por aí que não merecia passar fome, mas passa. Não merecia perder os familiares, mas perde, e por fatores absurdos. Não merecia estar no lugar onde está. Mas enfim, do que adianta eu pedir paz, se nem eu estou em paz comigo mesmo? Talvez o mundo ainda tenha jeito.
"O indivíduo é o resultado da sociedade em que vive..."

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O mal do Capitalismo

O que está acontecendo com o mundo? Onde chegamos? O que fizemos? O que esperamos do futuro? Dizem que vivemos em uma tal de sociedade... Mas que sociedade é essa? Onde uns se acham melhores que os outros, onde uns são pisoteados por outros que se julgam melhores do que todo o resto do mundo? Será que existe Deus nessa sociedade capitalista? Eis meu conceito de Capitalismo - sinônimo de indiferença, que distingue a dita sociedade em classe, onde uns são mais privilegiados do que os outros... No fundo seria uma espécie de mal necessário. Por que? Muito bem, jamais postaria num blog se não houvesse o tal capitalismo. É típico do ser humano obter o que julga melhor pra si e pros seus. Mas não passa de impulso, acredito que todos também sejamos capazes de controlá-los, ou pelo menos deveríamos aprender. Ninguém é perfeito... A humanidade também é movida por esta vaidade... Se somos os melhores? Não sei... Sinceramente... Quem sabe um dia seremos... Mas continuando desse jeito tá difícil... Continuaremos sendo a espécie mais nojenta da face terrestre... Por que? Porque simplesmente temos a incrível capacidade de raciocinar. Seria tão bom se pudéssemos conciliar o Capitalismo (industrialização, progresso, geração de novas tecnologias) ao Socialismo (igualdade, divisão democrática de bens, enfim), mas o que seria do bem se não fosse o mal? Talvez o mundo ainda tenha jeito... Só não sei explicar qual é...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"Porta de Colégio"


Esse texto é muito legal, pena que o brasileiro, de forma geral, não é um povo muito habituado a ler. Olhem como estaremos daqui a alguns anos, muito legal, espero sinceramente que curtam, o escolhi cuidadosamente...
Porta de Colégio
Passando pela porta de um colégio, me veio uma sensação nítida de que aquilo era a porta da própria vida. Banal, direis. Mas a sensação era tocante. Por isso, parei, como se precisasse ver melhor o que via e previa.
Primeiro há uma diferença de clima entre aquele bando de adolescentes espalhados pela calçada, sentados sobre carros, em torno de carrocinhas de doces e refrigerantes, e aqueles que transitam pela rua. Não é só o uniforme. Não é só a idade. É toda uma atmosfera, como se estivessem ainda dentro de uma redoma ou aquário, numa bolha, resguardados do mundo. Talvez não estejam.
Vários já sofreram com a pancada da separação dos pais. Aprenderam que a vida é também um exercício de separação. Um ou outro já transou droga, e com isto deve ter se sentido (equivocadamente) muito adulto. Mas há uma sensação de pureza angelical misturada com palpitação sexual, que se exibe nos gestos sedutores dos adolescentes. Ouvem-se gritos e risos cruzando a rua. Aqui e ali um casal de colegiais, abraçados, completamente dedicados ao beijo.
Beijar em público: um dos ritos de quem assume o corpe e a idade. Treino para beijar o namorado na frente dos pais e da vida, como quem diz: também tenho desejos, veja como sei deslizar carícias.
Onde estarão esses meninos e meninas dentro de dez ou vinte anos?
Aquele ali, moreno, de cabelos longos corridos, que parece gostar de esportes, vai se interessar pela informática ou economia; aquela de cabelos loiros e crespos vai ser dona de butique; aquela morena de cabelos lisos quer ser médica; a gorduchinha vai acabar casando com um gerente de multinacional; aquela esguia, meio bailarina, achará um diplomata.
Algumas estudarão letras, se casarão; largarão tudo e passarão parte do dia levando filhos à praia e à praça e pegando-os de novo à tardinha no colégio. Sim, aquela quer ser professora de ginástica. Mas nem todos têm certeza sobre o que serão. Na hora do vestibular, resolvem. Têm tempo. É isso. Têm tempo. Estão na porta da vida e podem brincar.
Aquela menina morena magrinha, com aparelho nos dentes, ainda vai engordar e ouvir muito elogios às suas pernas. Aquela de rabo-de-cavalo dentro de dez anos se apaixonará por um homem casado. Não saberá exatamente como tudo começou. De repente, percebeu que o estava esperando no lugar onde passava na praia. E o dia que foi com ele no motel pela primeira vez ficará vivo na memória.
É desagradável, mas aquele ali dará um desfalque na empresa em que será gerente. O outro irá fazer doutorado no exterior, se casará com estrangeira, descasará, deixará lá um filho - remorso constante. Às vezes lhe mandará passanges pra passar o Natal com a família brasileira.
A turma já perdeu um colega em um desastre de um carro. É terrível, mas provavelmente um outro ficará pelas rodovias.
Aquele ali vai tocar rock vários anos até arranjar um emprego em repartição pública. O homossexualismo despertará mais tarde naquele outro. Espantosamente, logo nele que é já um dom-juan. Tão desinibido aquele, acabará líder comunitário e talvez político. Daqui a dez anos os outros dirão: ele sempre teve jeito, não lembra aquela mania de reunião e diretório?
Aquelas duas ali se escolherão madrinhas de seus filhos e morarão no mesmo bairro, uma casada com engenheiro da Petrobras e outra com um físico nuclear. Um dia, uma dirá a outra no telefone: _ Tenho uma coisa a lhe contar: arranjei um amante. Aconteceu. Assim, de repente. E o mais curioso é que continuo a gostar do meu marido.
Se fosse haver ditadura no futuro, aquele ali seria guerrilheiro. Mas esta hipótese deve ser descartada.
Quem estará naquele avião acidentado? Quem construíra uma linda mansão e um dia convidará a todos da turma para uma grande festa comemorativa? Ah, o primeiro aborto! Aquela ali descobrirá os textos de Clarice Lispector e isto será uma iluminação para toda a vida. Quantos apareceram na primeira página do jornal? Qual será o tranqüilo comerciante e quem representará o país na ONU?
Estou olhando aquele bando de adolescentes com evidente ternura. Pudesse passava a mão nos seus cabelos e contava-lhes as últimas estórias da carrocinha antes que o lobo feroz os assaltasse na esquina. Pudesse lhes diria daqui: aproveitem enquanto estão no aquário e na redoma, enquanto estão na porta da vida e do colégio. O destino também passa por aí. E a gente pode às vezes modificá-lo.
(Afonso Romano de Sant'anna. Porta de Colégio. São Paulo, Ática, 1999).




segunda-feira, 25 de agosto de 2008

"A Política"

Não sei na opinião de vocês... mas em tempo de política aqui na minha cidade, as coisas só faltam pegar fogo... sabe, começa aquele blá blá blá, é um falando do outro, um querendo derrubar o outro... tirando as musiquinhas de propaganda dos candidatos, uma pior que a outra... e o pior de tudo é que entra um, sai outro e ficamos naquela mesmice... que fique claro que aqui não estou me queixando, estou apenas dando minha opinião... Sabe, às vezes me pergunto: _ Pôxa tanta coisa poderia ser feito, o que falta para nós nos desenvolvermos? Por que continuamos nessa mesma pindaíba? Sabe às vezes é chato você ser um dos piores prejudicados nessa balbúrdia... Mas na verdade, estamos reclamando de barriga cheia, tem gente que não tem nem o que comer e vive feliz!!! Mas o que me deixa indignado é a cara de pau das pessoas que ' dependem" , por assim dizer, da merda da Politicagem... Nunca vi na minha vida tantas pessoas querendo obter o poder... Isso é muito decepcionante... Penso que a cura consiste em se fazer "política" e não "politicagem" que é o que se tem mais feito... Pôxa tá na hora de tomarmos vergonha na cara, de fazer valer nossos direitos, de interagir e participar como cidadão atuante... Garanto que tem muita gente que sequer lembra-se em quem votou nas últimas eleições... E isso infelizmente é bastante lamentável...